Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim Se levantará sobre a Terra. E depois de consumida a minha pele, ainda em minha carne verei a Deus. Jó 19:25, 26.
Na experiência de todos surgem ocasiões de profundo desapontamento e extremo desencorajamento -- dias em que só predomina a tristeza, e é difícil crer que Deus é ainda o bondoso benfeitor de seus filhos na Terra; dias em que o dissabor mortifica a alma, de maneira que a morte pareça preferível à vida. É então que muitos perdem sua confiança em Deus, e são levados à escravidão da dúvida, ao cativeiro da incredulidade. Pudéssemos em tais ocasiões discernir com intuição espiritual o significado das providências de Deus, veríamos anjos procurando salvar-nos de nós mesmos, esforçando-se por firmar nossos pés num fundamento mais firme que os montes eternos; e nova fé, nova vida jorrariam para dentro do ser.
O fiel Jó, no dia de sua aflição e trevas, declarou: ...
"Pelo que a minha alma escolheria ... Antes a morte do que estes meus ossos. A minha vida abomino, Pois não viverei para sempre; Retira-Te de mim, Pois vaidade são os meus dias." Jó 7:11, 15, 16.
Mas embora cansado da vida, a Jó não foi permitido morrer. Foram-lhe indicadas as possibilidades do futuro, e deu-se-lhe a mensagem de esperança:
"Estarás firme e não temerás. Porque te esquecerás dos trabalhos, E te lembrarás deles como das águas que já passaram." ...
Das profundezas do desencorajamento e desânimo Jó se levanta para as alturas da implícita confiança na misericórdia e o poder salvador de Deus. Triunfantemente declarou: "Ainda que Ele me mate, nEle esperarei." Jó 13:15. -- Profetas e Reis, 162-164.