Um ramo de educação que não deve ser negligenciado
A sociabilidade cristã é na verdade bem pouco cultivada pelo povo de Deus. Este ramo de educação não deve ser negligenciado nem perdido de vista em nossas escolas. -- Testimonies for the Church 6:172 (1900); Testemunhos Selectos 2:437.
Vantagens sociais são talentos
Os que possuem grande afeição estão sob a obrigação para com Deus de empregá-la não unicamente para com os amigos, mas para com todos os que necessitam de seu auxílio. Vantagens sociais são talentos e devem ser usados para benefício de todos os que estão ao alcance de nossa influência. -- Parábolas de Jesus, 353 (1900).
Não átomos independentes
Aos alunos deve ser ensinado que eles não são átomos independentes, mas que cada um é um fio que se deve unir a outros fios na composição de um tecido. Em nenhum departamento pode essa instrução ser ministrada com mais eficácia, do que na escola doméstica. Aí se acham os alunos diariamente circundados de oportunidades que, se forem aproveitadas, ajudarão grandemente no desenvolvimento dos traços de caráter a formarem. Está no poder deles próprios aproveitarem de tal maneira seu tempo e oportunidades que formem um caráter que os torne úteis e felizes.
Os que se encerram em si mesmos, que são avessos a se desdobrarem para beneficiar os outros mediante amigável convívio, perdem muitas bênçãos; pois mediante o contato mútuo os espíritos são polidos e refinados; por meio do intercâmbio social formam-se relações e amizades que dão em resultado certa unidade de coração e uma atmosfera de amor que agradam ao Céu. -- Testimonies for the Church 6:172 (1900); Testemunhos Selectos 2:437, 438.
Importância dos relacionamentos sociais
É pelas relações sociais que a cristandade entra em contato com o mundo. Todo homem ou mulher que experimentou o amor de Cristo e recebeu no coração a iluminação divina é por Deus solicitado a disseminar a luz na escura vereda dos que desconhecem o caminho melhor. ... O poder social, santificado pelo Espírito de Cristo, tem de ser aproveitado na conquista de almas para o Salvador. -- Testimonies for the Church 4:555 (1881); Conselhos Sobre Saúde, 399.
Os elementos sociais devem ser cultivados
É para o nosso prejuízo que nos privamos do privilégio de nos reunir uns com os outros para nos fortalecer e animar mutuamente no serviço do Senhor. As verdades de Sua Palavra perdem seu vigor e importância para o nosso espírito. O coração deixa de ser iluminado e comovido por sua santificadora influência, e declinamos na espiritualidade. Perdemos muito, em nossas relações como cristãos, devido à falta de simpatia de uns para com os outros. Aquele que se fecha consigo mesmo, não está preenchendo o lugar a que o Senhor o designou. O devido cultivo dos traços sociais de nossa natureza, leva-nos a ter simpatia pelos outros, sendo um meio de nos desenvolver e tornar mais fortes para o serviço de Deus. -- Conflict and Courage, 101 (1892).
Jesus era altamente sociável
Toda a vida do Salvador caracterizou-se pela desinteressada beneficência e a beleza da santidade. É Ele nosso modelo de bondade. Desde o princípio de Seu ministério, começaram os homens a compreender mais claramente o caráter de Deus. Ele realizava na própria vida o que ensinava. Manifestava coerência sem obstinação, benevolência sem fraqueza, ternura e compassividade sem sentimentalismo. Era altamente sociável, possuía no entanto uma reserva que desanimava qualquer familiaridade. Sua temperança nunca descambava para o fanatismo ou a austeridade. Não Se conformava com o mundo, e todavia estava atento às necessidades dos mínimos entre os homens. -- Conselhos aos Professores, Pais e Estudantes, 262 (1913), [no inglês].
Bondade social e dignidade humana
À mesa dos publicanos Ele Se sentava como hóspede de honra, mostrando por Sua simpatia e beneficência social que reconhecia a dignidade humana; e os homens anelavam tornar-se dignos de Sua confiança. Sobre seu coração sedento, as palavras dEle caíam com bendito poder vivificante. Novos impulsos eram despertados, e abria-se para esses párias da sociedade e possibilidade de vida nova. -- A Ciência do Bom Viver, 26 (1905).
Os discípulos ensinavam os verdadeiros deveres sociais
Cristo ensinava aos discípulos como comportar-se quando em companhia de outros. Instruiu-os acerca dos deveres e regulamentos da verdadeira vida social, os quais são os mesmos que as leis do reino de Deus. Ensinou aos discípulos, pelo exemplo, que quando assistissem a qualquer reunião pública, não lhes faltaria algo que falar. Sua conversação quando num banquete, diferia muito decididamente daquilo que se ouvira em banquetes no passado. Cada palavra que proferia, era um cheiro de vida para vida. Falava com clareza e simplicidade. Suas palavras eram quais maçãs de ouro em salvas de prata. -- The Review and Herald, 2 de Outubro de 1900; Minha Consagração Hoje, 190.
Não renunciar à comunhão social
O exemplo de Cristo, de ligar-Se aos interesses da humanidade, deve ser seguido por todos quantos pregam Sua palavra, e todos quantos receberam o evangelho de Sua graça. Não devemos renunciar à comunhão social. Não nos devemos retirar dos outros. A fim de atingir todas as classes, precisamos ir ter com elas. Raramente nos virão procurar de moto próprio. Não somente do púlpito é tocado o coração dos homens pela verdade divina. Outro campo de labor existe, mais humilde, talvez, mas igualmente promissor. Encontra-se no lar do humilde, e na mansão do grande; na mesa hospitaleira, e em reuniões de inocente entretenimento. -- O Desejado de Todas as Nações, 152 (1898).
Necessidade de boas relações
A privação sentida quando pessoas se ausentam das reuniões do povo de Deus não é pequena. Como filhos de Deus devemos tomar lugar em todas as assembléias de Deus, onde Seu povo é comissionado a estar presente, e transmitir a palavra de vida. Todos precisam de luz, e todo auxílio que possa ser obtido a fim de que, quando tiverem ouvido e recebido a preciosa mensagem do Céu, através dos agentes designados por Deus, estejam preparados para comunicar aos outros a luz concedida. -- Carta 117, 1896.
A educação molda a estrutura social
A educação ministrada aos jovens molda toda a estrutura social. Através do mundo, a sociedade está em desordem, e necessitada de uma transformação completa. Supõem muitos que melhores aparelhamentos para educação, maior habilidade, e métodos mais modernos ajustarão as coisas. Professam crer e receber os vivos oráculos e todavia dão à Palavra de Deus uma posição inferior na grande estrutura da educação. Aquilo que devia estar em primeiro lugar, faz-se subordinado a invenções humanas. -- Testimonies for the Church 6:150 (1900); Testemunhos Selectos 2:423.
Influência social no lar
A missão do lar estende-se para além do círculo de seus membros. O lar cristão deve ser uma lição prática que ponha em relevo a excelência dos princípios verdadeiros da vida. Semelhante exemplo será no mundo uma força para o bem. Muito mais poderosa que qualquer sermão pregado, é a influência de um verdadeiro lar, no coração e na vida. Ao deixarem um lar assim, os jovens ensinarão as lições que aí aprenderam. Por essa maneira penetrarão em outros lares princípios mais nobres de vida, e uma influência regeneradora far-se-á sentir na sociedade. -- A Ciência do Bom Viver, 352 (1905).
Sociabilidade, fator poderoso
A bondade e sociabilidade cristãs são fatores poderosos em granjear as afeições da juventude. -- Conselhos aos Professores, Pais e Estudantes, 208 [no inglês], 17 de Setembro de 1902.
Prestes a ruir a estrutura da vida social
A doutrina de que os homens estão isentos da obediência aos mandamentos de Deus já tem debilitado a força da obrigação moral, abrindo sobre o mundo as comportas da iniqüidade. Ilegalidade, dissipação e corrupção nos assoberbam qual maré esmagadora. Na família Satanás está em atividade. Sua bandeira tremula, mesmo nos lares que se professam cristãos. Há invejas, suspeitas, hipocrisias, separações, emulação, contenda, traição de santos legados, satisfação das paixões. Todo o conjunto dos princípios e doutrinas religiosas, que deviam constituir o fundamento e arcabouço da vida social, assemelha-se a uma massa vacilante, prestes a ruir. -- O Grande Conflito entre Cristo e Satanás, 585 (1888).
Os regulamentos de Deus impedem a injustiça social
O Senhor queria pôr obstáculo ao amor desordenado à propriedade e ao poderio. Grandes males resultariam da acumulação contínua da riqueza por uma classe, e da pobreza e degradação por outra. Sem alguma restrição, o poderio dos ricos se tornaria um monopólio, e os pobres, se bem que sob todos os respeitos perfeitamente tão dignos à vista de Deus, seriam considerados e tratados como inferiores aos irmãos mais prósperos. A consciência desta opressão despertaria as paixões das classes mais pobres.
Haveria um sentimento de aflição e desespero que teria como tendência desmoralizar a sociedade e abrir as portas aos crimes de toda espécie. Os estatutos que Deus estabelecera destinavam-se a promover a igualdade social. As disposições do ano sabático e do jubileu em grande medida poriam em ordem aquilo que no intervalo anterior havia ido mal na economia social e política da nação. -- Patriarcas e Profetas, 534 (1890).
Posição social para demonstrar e desenvolver o caráter
Não é plano de Deus que a pobreza desapareça do mundo. As classes sociais jamais deveriam ser igualadas; pois a diversidade de condições que caracteriza nossa raça é um dos meios pelos quais Deus tem pretendido provar e desenvolver o caráter.
Muitos têm insistido com grande entusiasmo em que todos os homens devem ter parte igual nas bênçãos temporais de Deus; não era este, porém, o propósito do Criador. Cristo afirmou que sempre teremos conosco os pobres. Os pobres, bem como os ricos, são comprados por Seu sangue; e, entre os Seus professos seguidores, na maioria dos casos, os primeiros O servem com singeleza de propósito, enquanto os últimos estão constantemente colocando as suas afeições nos tesouros terrenos, e Cristo é esquecido. Os cuidados desta vida e a ambição das riquezas eclipsam a glória do mundo eterno. Seria a maior desgraça que já sobreveio à humanidade se todos devessem ser colocados em posição de igualdade em posses terrenas. -- Testimonies for the Church 4:551, 552 (1881); Conselhos Sobre Saúde, 230.
Deus proscreve o regime das castas sociais
A religião de Cristo eleva o que a recebe a um plano mais alto de pensamento e ação, ao mesmo tempo que apresenta toda a família humana como sendo, semelhantemente, objeto do amor de Deus, sendo comprados pelo sacrifício de Seu Filho. Vêm encontrar-se aos pés de Jesus, o rico e o pobre, o letrado e o ignorante, sem nenhuma idéia de casta ou preeminência mundana. Todas as distinções terrestres desaparecem ao contemplarmos Aquele a quem nossos pecados traspassaram.
A abnegação, a condescendência, a infinita compaixão dAquele que era tão exaltado no Céu, faz envergonhar o orgulho humano, a presunção e as castas sociais. A religião pura e imaculada manifesta seus celestiais princípios, levando à unidade todos quantos são santificados pela verdade. Todos se unem como almas compradas por sangue, igualmente dependentes dAquele que os redimiu para Deus. -- Obreiros Evangélicos, 327 (1915).
Remédio para os males sociais
A esta sábia provisão para as necessidades espirituais de seus súditos [a designação de sacerdotes professores], Josafá deveu muito de sua prosperidade como governante. Na obediência à lei de Deus há grande ganho. Na conformidade aos divinos requisitos há um poder transformador que leva paz e boa vontade entre os homens. Se os ensinos da Palavra de Deus fossem feitos a influência controladora na vida de todo homem e mulher, se a mente e o coração fossem postos sob seu poder moderador, os males que agora existem na vida nacional e social não teriam lugar. De cada lar emanaria uma influência que tornaria fortes homens e mulheres no discernimento espiritual e no poder moral, e assim nações e indivíduos seriam colocados em terreno vantajoso. -- Profetas e Reis, 192 (1917).
O devido cultivo das relações sociais traz felicidade
Para os que moravam distantes do tabernáculo, mais de um mês em cada ano deve ter sido ocupado com a assistência às festas anuais. Este exemplo de devoção a Deus deve dar ênfase à importância do culto religioso, e à necessidade de subordinar nossos interesses egoísticos, mundanos, aos que são espirituais e eternos.
Incorremos em perda quando negligenciamos o privilégio de nos associarmos, a fim de fortalecer-nos e encorajar-nos uns aos outros no serviço de Deus. As verdades de Sua Palavra perdem sua vivacidade e importância em nossa mente. Nosso coração deixa de iluminar-se e despertar-se pela influência santificadora, e nós decaímos em espiritualidade. Em nossas relações mútuas como cristãos, perdemos muito pela falta de simpatia de uns para com os outros. Aquele que se encerra dentro de si mesmo, não está preenchendo a posição que era desígnio de Deus ele ocupasse. Todos nós somos filhos de um mesmo Pai, dependentes uns dos outros para alcançar a felicidade. As reivindicações de Deus e da humanidade tocam a nós. É o cultivo apropriado dos elementos sociais de nossa natureza o que nos une intimamente com nossos irmãos, e nos proporciona felicidade em nossos esforços para sermos bênçãos aos outros. -- Patriarcas e Profetas, 541 (1890).
Não ser governados por normas humanas
Apresento constantemente a necessidade de todo homem fazer o máximo que lhe é possível como cristão, de educar-se a si mesmo para conseguir o crescimento, a expansão mental, a nobreza de caráter que cada um tem a possibilidade de atingir. Em tudo quanto fazemos, cumpre-nos manter uns para com os outros relação cristã. Devemos empregar toda força espiritual para a realização de sábios planos, em diligente ação. Os dons de Deus devem ser usados para a salvação de almas. Nossas relações uns com os outros não devem ser regidas pelas normas humanas, mas pelo amor divino, o amor expresso no dom de Deus ao mundo. -- Conselhos aos Professores, Pais e Estudantes, 256 (1913), [no inglês].
Aperfeiçoar as faculdades sociais para a conquista de almas
Os que provaram o amor de Cristo, em especial, devem desenvolver aptidões sociais, pois dessa maneira podem ganhar almas para o Salvador. Cristo não deve ficar oculto no coração deles, encerrado como cobiçado tesouro, sagrado e aprazível, a ser desfrutado apenas por eles próprios; tampouco deve o amor de Cristo ser manifestado unicamente para com aqueles que lhes agradam à fantasia.
Cumpre ensinar os estudantes a cultivar o traço cristão de um bondoso interesse, uma disposição sociável para com aqueles que se encontram em mais necessidade, embora não sejam os companheiros de sua preferência. Em todo tempo e lugar, Jesus manifestava amorável interesse pela humanidade, irradiando em torno de Si a luz da piedade animosa. Ensinem-se os alunos a Lhe seguirem os passos. A mostrarem interesse cristão, simpatia e amor por seus jovens companheiros, e buscar atraí-los para Jesus; qual fonte de água que salta para a vida eterna, deve Cristo estar no coração deles, refrigerando a todos com quem chegarem em contato. -- Testimonies for the Church 6:172, 173 (1900); Testemunhos Selectos 2:438.
Todos nos devemos tornar testemunhas de Jesus. O poder social, santificado pela graça de Cristo, deve ser aperfeiçoado em atrair almas para o Salvador. Demos a conhecer ao mundo que não nos achamos absorvidos egoistamente em nossos próprios interesses, mas desejamos que os outros participem das bênçãos e privilégios que gozamos. Mostremos-lhes que nossa religião não nos torna faltos de simpatia nem exigentes. Que todos quantos professam haver encontrado a Cristo, sirvam, como Ele fez, ao bem dos homens. -- O Desejado de Todas as Nações, 152 (1898).