Mente, Caráter e Personalidade 2

Capítulo 88

Influências negativas sobre a mente

Abandonar toda a crítica

Devemos estar arrancando de nossos pensamentos todas as ervas ruins da murmuração e da crítica. Não continuemos a olhar para qualquer defeito que vejamos. ... Se nos quisermos apegar devidamente a Deus, precisamos continuar olhando às grandes e preciosas coisas -- a pureza, a glória, o poder, a bondade, a afeição, o amor que Deus nos concede. E assim contemplando, nossa mente se fixará nestas coisas de interesse eterno de tal modo que não teremos nenhum desejo de achar defeitos nos outros. -- Manuscrito 153, 1907; Nossa Alta Vocação, 230.

Inclinamo-nos a lembrar o negativo

Precisamos aprender a dar a melhor interpretação possível à conduta duvidosa de outros. ... Se sempre estamos suspeitando mal, estamos em risco de criar o que nos permitimos suspeitar. ... Não podemos passar sem que por vezes nossos sentimentos se magoem e nosso temperamento seja provado, mas como cristãos temos de ser justo tão pacientes, tolerantes, humildes e mansos como desejamos que os outros sejam.

Oh, quantos milhares de ações e feitos de bondade que recebemos... nos passam da memória como o orvalho desaparece ante o sol, ao passo que as ofensas imaginárias ou reais deixam uma impressão quase impossível de apagar-se! O melhor exemplo a dar aos outros é sermos nós mesmos justos, e depois, deixemo-nos a nós mesmos e nossa reputação, com Deus, e não mostremos demasiado grande ansiedade de justificar toda impressão errônea e apresentar nosso caso num aspecto favorável. -- Carta 25, 1870; Nossa Alta Vocação, 235.

A imagem que estudamos muda nossa vida

Tudo quanto nos leva a ver as fraquezas da humanidade está no desígnio do Senhor para nos ajudar a olhar para Ele, e em caso algum pôr a confiança no homem, ou fazer da carne nosso braço. ... Transformamo-nos na imagem daquilo em que demoramos o olhar. Portanto, quão importante é abrir o coração às coisas que são verdadeiras e amáveis e de boa fama! -- Carta 63, 1893; Nossa Alta Vocação, 246.

Lembrar a fragilidade humana

Ao tratar com nossos semelhantes devemos todos considerar que eles têm paixões iguais às nossas, sentindo as mesmas fraquezas e sofrendo as mesmas tentações. Como nós eles têm uma luta com a vida, caso queiram manter sua integridade. ... A verdadeira cortesia cristã une e aperfeiçoa tanto a justiça como a delicadeza, e a misericórdia e o amor fazem o acabamento, dando os mais delicados toques e mais graciosos atrativos ao caráter. -- Carta 25, 1870; Nossa Alta Vocação, 234.

Não erguer barreiras

O Senhor quer que Seu povo siga outros métodos que não o de condenar o erro, embora seja justa a condenação. Ele quer que façamos algo mais do que arremessar aos nossos adversários acusações que tão-só os empurram para mais longe da verdade. A obra que Cristo veio fazer em nosso mundo não foi erguer barreiras e constantemente lançar ao povo o fato de que estavam em erro. Aquele que espera iluminar um povo iludido tem de aproximar-se dele e com amor por ele labutar. Ele tem de tornar-se um centro de santa influência. -- Obreiros Evangélicos, 373 (1915).

Vencer suscetibilidades

Muitos têm uma viva, não santificada suscetibilidade, que está sempre alerta a alguma palavra, algum olhar ou ato a que possam dar o sentido de falta de respeito e apreciação. Tudo isto deve ser vencido. Toda pessoa deve ir avante no temor de Deus, fazendo o melhor que lhe seja possível, sem se perturbar por louvores ou ofender por censuras, servindo a Deus fervorosamente, e aprendendo a dar a interpretação mais favorável a tudo quanto pareça ofensivo da parte dos outros. -- Manuscrito 24, 1887; Nossa Alta Vocação, 238.

Não procurar ressentimentos

Julgar nossos irmãos, permitir a nutrição de sentimentos contra eles, mesmo que achemos que não procederam bem direito para conosco, não trará bênção a nosso coração, e não ajudará absolutamente o caso. Não ouso permitir que meus sentimentos se soltem no sentido de procurar todos os meus ressentimentos e falar disso repetidamente, demorando na atmosfera da desconfiança, da inimizade e da dissensão. -- Carta 74, 1888; Nossa Alta Vocação, 237.

Perda de consciente integridade

Quando perdeis vossa consciente integridade, vossa alma se torna um campo de batalha para o inimigo; tendes dúvidas e temores suficientes para vos paralisarem as energias e vos impelirem ao desânimo. -- Carta 14, 1885; Nossa Alta Vocação, 92.

Obra especial de Satanás, causar dissensão

A negligência em cultivar terna consideração e tolerância uns pelos outros, tem causado dissensões, desconfianças, censuras e desunião geral; Deus nos convida a deixar este grande pecado e esforçar-nos para atender à oração de Cristo, de que Seus discípulos sejam um assim como Ele é Um com o Pai. ... É o trabalho especial de Satanás ocasionar dissensão, ... para que o mundo seja privado do mais poderoso testemunho que os cristãos lhe podem dar, de que Deus mandou Seu Filho para pôr em harmonia espíritos turbulentos, orgulhosos, invejosos, ciumentos, fanáticos. -- Carta 25, 1870; Nossa Alta Vocação, 235.

Forças emocionais negativas perturbam todo o ser

A inveja e o ciúme são moléstias que perturbam todas as faculdades do ser. Originaram-se com Satanás, no Paraíso. ... Os que lhe escutam a voz desmerecerão os outros, e deturparão e falsificarão a fim de se apresentarem bem a si mesmos. Mas coisa alguma que contamine poderá entrar no Céu, e a menos que os que nutrem esse espírito se mudem, jamais poderão ali entrar, pois criticariam os anjos. Invejariam a coroa dos outros. Não saberiam em que conversar a menos que salientassem as imperfeições e erros dos demais. -- The Review and Herald, 14 de Setembro de 1897; Nossa Alta Vocação, 232.

Temperamento profano põe em perigo a mente e a vida do evangelista

Tua exibição de temperamento profano, mesmo em reuniões do povo de Deus está pondo em perigo tua mente e vida. Pergunta a ti mesmo: Valerá a pena eu prosseguir do jeito que tenho andado, em luta e contenção? -- Carta 21, 1901.

Quando é perdido o poder de Deus

Os homens e mulheres foram comprados por preço, e que preço! A própria vida do Filho de Deus. Que coisa terrível é colocarem-se eles numa posição em que seu poder físico, mental e moral é corrompido, onde perdem seu vigor e pureza! Semelhantes homens e mulheres não podem oferecer a Deus um sacrifício aceitável.

Pela perversão dos apetites e paixões, o homem perdeu o poder de Deus e tornou-se instrumento da injustiça. Todo o ser está enfermo -- corpo, alma e espírito. Providenciou-se, porém, um remédio para a santificação da humanidade. A mente e o corpo profanos são purificados. Foi tomada uma providência maravilhosa pela qual podemos receber perdão e salvação. -- Carta 139, 1898.

O que observa a simplicidade em todos os seus hábitos, restringindo o apetite e controlando as paixões, poderá conservar suas faculdades mentais robustas, ativas e vigorosas, prontas na percepção de tudo quanto exija pensamento ou ação, vivas para discernir entre o santo e o profano, e prontas a se empenhar em todo empreendimento para glória de Deus e benefício da humanidade. -- The Signs of the Times, 29 de Setembro de 1881; Filhos e Filhas de Deus, 86.

Aos que caem, falta a atitude mental sadia

Os que caem nas ciladas de Satanás não chegaram ainda a uma atitude mental sadia. Ficam ofuscados, são cheios de si, presumidos. Oh, com que tristeza o Senhor os observa e ouve suas palavras empoladas! São inflados de orgulho. O inimigo os contempla com surpresa ao vê-los levados cativos com tanta facilidade. -- Carta 126, 1906.

Excesso de confiança, cilada do inimigo

Como é vão o auxílio do homem, quando o poder de Satanás é exercido sobre um ser humano que se tomou de exaltação própria e que não sabe que está participando da ciência de Satanás! Entregue à confiança própria ele caminha direito para a cilada do inimigo e é preso. Não levou a sério as advertências dadas e Satanás o levou como presa sua. Se ele tivesse andado humildemente com Deus, teria corrido direito para o lugar de encontro que Deus lhe provera. Assim, em tempos de perigo estaria seguro, pois Deus ter-lhe-ia erguido um estandarte contra o inimigo. -- Carta 126, 1906.

O coração é por natureza perverso

Precisamos lembrar que nosso coração é por natureza depravado, e somos de nós mesmos incapazes de seguir reta direção. E unicamente pela graça de Deus aliada aos mais diligentes esforços de nossa parte, que podemos obter a vitória. -- The Review and Herald, 4 de Janeiro de 1881; Nossa Alta Vocação, 109.

Maus hábitos impedem o desenvolvimento

Qualquer hábito ou prática que enfraquecer a energia dos nervos e do cérebro, ou a resistência física, incapacita para o exercício da próxima graça a seguir à temperança -- a paciência. -- Manuscrito 13, 1884; Nossa Alta Vocação, 67.

Mentes preguiçosas, indisciplinadas

Deus não quer que nos contentemos com uma mente preguiçosa, indisciplinada, pensamentos obtusos e memória frouxa. -- Conselhos aos Professores, Pais e Estudantes, 506 (1913), [no inglês].

Atravessando a vida com disposição contrária ao mundo

A maioria desses indisciplinados passam através da vida com disposição contrária ao mundo, consignando um fracasso onde deveriam ter sido bem-sucedidos. Crescem achando que o mundo lhes tem má vontade por isso que não os lisonjeia nem acaricia, e eles se vingam tendo má vontade para com o mundo e desafiando-o. As circunstâncias às vezes os obrigam a afetar uma humildade que não sentem; mas não os prepara com uma graça natural, e seu caráter verdadeiro certamente será exposto mais cedo ou mais tarde. -- Testimonies for the Church 4:202 (1876).

Examinar cada hábito e prática

Homens e mulheres devem ser ensinados a examinar cuidadosamente cada hábito e prática, e de uma vez por todas afastar tudo que, produzindo uma condição insalubre do corpo, lança sobre a mente uma escura sombra. -- The Review and Herald, 12 de Novembro de 1901; Beneficência Social, 127, 128.

Que fazer com a dúvida

Mesmo os cristãos de longa experiência são muitas vezes assaltados pelas mais terríveis dúvidas e vacilações. ... Não deveis considerar que por causa dessas tentações vosso caso seja sem esperança. ... Esperai em Deus, confiai nEle e repousai em Suas promessas. -- Carta 82, 1889; Nossa Alta Vocação, 84.

Ao vir o inimigo com as suas dúvidas e incredulidades, cerrai-lhe a porta do coração. Fechai os olhos de maneira que não demoreis em sua sombra infernal. Erguei-os para onde eles possam contemplar as coisas eternas, e tereis força a cada hora. A prova de vossa fé é muito mais preciosa do que o ouro. ... Ela vos torna valentes para combater as batalhas do Senhor. ...

Não vos podeis permitir deixar que quaisquer dúvidas vos penetrem no espírito. Não deis a Satanás o prazer de falar acerca dos terríveis fardos que estais suportando. Toda vez que o fazeis, ele ri de que vos possa controlar e de que tenhais perdido de vista a Jesus Cristo, vosso Redentor. -- Manuscrito 17, 1894; Nossa Alta Vocação, 84.

A repetição enfraquece o poder de resistência

Homem algum pode, uma vez que seja, consagrar as faculdades que lhe foram dadas por Deus ao serviço da mundanidade ou do orgulho, sem se colocar no terreno do inimigo. ... Cada repetição do pecado, enfraquece-lhe o poder de resistência, cega-lhe os olhos e abafa a convicção. -- The Review and Herald, 20 de Junho de 1882; Nossa Alta Vocação, 158.

Animar os desanimados

Ao trabalhar em favor das vítimas de maus hábitos, em lugar de lhes apontar ao desespero e à ruína para a qual se precipitam, fazei-os volver os olhos a Jesus. Fazei-os fixá-los nas glórias do celestial. Isto fará mais pela salvação do corpo e da alma, do que farão todos os terrores da sepultura quando postos diante dos destituídos de força e, aparentemente, de esperanças. -- A Ciência do Bom Viver, 62, 63 (1905).

Assuntos infrutíferos, consumidores de tempo

Devemos desviar-nos de mil assuntos que nos convidam a atenção. Há assuntos que nos consomem tempo e suscitam indagações, mas acabam em nada. Os mais elevados interesses exigem a acurada atenção e a energia que são tantas vezes dispensadas a coisas relativamente insignificantes.

O aceitar teorias novas não traz em si nova vida à alma. Mesmo o relacionar-se com fatos e teorias importantes em si mesmos, é de pouco valor a não ser que sejam postos em uso prático. Precisamos sentir nossa responsabilidade de proporcionar à própria alma alimento que nutra e incentive a vida espiritual. -- A Ciência do Bom Viver, 456 (1905).

Viver com um propósito

Devemos viver para o mundo vindouro. É tão indigno viver uma vida ao acaso, destituída de objetivo! Carecemos de uma finalidade na vida -- viver com um desígnio. Deus nos ajude todos a ser abnegados, menos cuidadosos por nós mesmos, mais esquecidos de nosso eu e dos interesses egoístas; e a fazer bem, não pela honra que esperamos receber aqui, mas porque isto é o objetivo de nossa vida e corresponderá ao fim de nossa existência. Ascendam diariamente nossas orações a Deus para que Ele nos despoje do egoísmo. -- Carta 17, 1872; Nossa Alta Vocação, 240.